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Adeus à moeda de um e dois cêntimos? É provável que deixem de estar em circulação

11/01/2021

O projeto ainda está em estudo e vai ser decidido pela Comissão Europeia até ao final deste ano mas é quase certo que as moedas de 1 cêntimo e de 2 cêntimos deixem de estar em circulação.

As organizações portuguesas de defesa dos consumidores e as representantes dos retalhistas têm acompanhado este processo.

Na opinião da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) esta medida faz sentido porque "as pessoas fazem "stock" de moedas em casa e há uma escassez de moedas o que dificulta muito os pagamentos em dinheiro nas nossas lojas", afirma o diretor-geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier.

Para ele, "a maioria das pessoas guarda estas moedas de 1 e de 2 cêntimos e não anda com elas guardando-as numa caixinha em casa e portanto há uma certa escassez destas moedas no mercado".

Gonçalo Lobo Xavier adianta que "os associados da APED têm defendido que a fazer-se a retirada destas moedas, isso tem que ser por via legislativa e com o cabal esclarecimento da população". Porque "não podemos admitir que se crie a perceção que são os retalhistas que estão a alterar os preços".

Por outro lado, esta não deve ser uma decisão individual dos países mas sim no quadro da zona Euro e "esta medida não pode interferir nunca na definição dos preço; um produto que está marcado a 2,99 vai continuar a 2,99", sublinha.

Já a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) lembra que esta medida vai ter efeito apenas para o pagamento em numerário e na totalidade da conta da loja ou supermercado.

O economista da DECO, Vinay Pranjivan, argumenta que o "arredondamento não pode ser feito item a item mas sim no somatório desses itens todos e depois é que se aplicam as regras de arredondamento. Por exemplo, na conta de um supermercado com dez artigos o somatório destes é que será arredondado e nunca deve ser feito item a item o arredondamento o que poderia dar azo a uma subida do valor final da compra, o que não é o objetivo".

Vinay Pranjivan alerta para a dificuldade prática das ferramentas de caixa das lojas distinguirem quem paga em moeda de quem paga em cartão, uma situação que foi bem resolvida em países como a Bélgica e a Holanda que já implementaram a medida e onde o impacto foi positivo.

Mas a DECO quer deixar claro que este não pode ser um movimento para apoiar o fim da circulação do dinheiro físico (notas e moedas) na sociedade.

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