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As festas da Corte Portuguesa no século XVIII

 

A renovação do gosto e a evolução das jóias portuguesas no século XVIII deve muito ao intercâmbio de ideias e às trocas de cortesia entre Portugal e as cortes europeias. Naturalmente que o crescente interesse pelas pedras preciosas chegadas a Lisboa em quantidade e qualidade nunca antes vistas pela descoberta das minas do Brasil, adensaram o interesse pela joalharia.

Joalharia portuguesa

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Para a utilização das gemas não bastavam as antigas estruturas tradicionais da jóia portuguesa, sendo também necessária uma renovação dos modelos num processo tão rápido quanto o das directrizes da moda emanadas sobretudo de Paris. A velocidade que este fator impôs obrigava a uma transformação de guarda-roupas e respectivos acessórios numa constante espiral de novidades.

A distância que mediava entre as cortes não era, de facto, impeditiva da rapidez que se desejava. No entanto, as imposições da moda eram de tal forma aceleradas, que frequentemente  o processo do fabrico e de adaptação das jóias não acompanhava esta evolução, fazendo com que, por vezes, estas não fossem utilizadas já que o seu tempo de laboração as tornava rapidamente demodé.

Joalharia Portuguesa

Os pontos altos do intercâmbio destas peças concretizavam-se em forma de matrimónios e trocas de princesas entre as cortes de Lisboa e as restantes cortes europeias. A documentação remanescente destes acontecimentos ajuda-nos a compreender um pouco do processo de encomenda, a aprovação da mesma e o respectivo fabrico.

Se por um lado são conhecidos alguns dos ebuxos e modelos trocados pelos nossos embaixadores com a corte de Lisboa, por outro lado é fundamental ter em conta que muitos desses modelos nos chegavam já sob a forma de jóia que faziam parte quer dos dotes, quer dos presentes trocados nessas ocasiões.

Joalharia Portuguesa

Logo no ínicio do século o casamento de D. João V com Maria Ana de Áustria trará um esplendor e uma abertura de gosto até então desconhecido da «soturna» corte portuguesa. Não obstante as dificuldades decorrentes da diferença de cerimonial e de etiqueta dos dois países ibéricos, o resultado deste matrimónio real terá consequências relevantes na aproximação das jóias a um gosto cada vez mais afrancesado, de tal forma que se tornará mesmo díficil distinguir a origem de fabrico de algumas peças. 

A questão não se prende apenas com a armação e montagem da jóia, mas também com a própria lapidação das pedras que vai evoluindo conforme as necessidades do gosto, e da forma de cravação das gemas, remetendo-nos para a questão da qualidade do trabalho da lapidação.

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O final do século XVIII surge como um ponto de chegada de todo este processo e do período que coincide com uma nova troca de princesas entre Portugal e Espanha, muito mais rico em episódios documentados, seguidos quase diariamente, em especial através das epístolas trocadas entre os guarda-jóias da Rainha e o nosso Embaixador na Corte francesa, que nos esclarecem sobre a origem das encomendas, o processo das mesmas, e rapidez da alteração do gosto e da moda em especial na corte francesa.

Os relatos de estrangeiros que passaram por Portugal são uma fonte de informação preciosa e, por vezes, muito critica sobre os nossos costumes e sociedade, sendo mesmo possível termos acesso a um ponto de vista feminino que recai inevitavelmente sobre a nossa joalharia.

Joalharia Portuguesa

É a análise destas importações e a adaptação da jóia à tradição portuguesa que nos propomos abordar pois, é possível reconhecer caracteristicas diversas em moldes portugueses. São pois, os veículos que permitem a circulação desses modelos, refletindo um gosto ou uma moda cada vez mais homogeneizada.

Se algumas tipologias surgem quase espontaneamente ou como resultado da evolução cultural de cada país, outras há que resultam simples cópias ou de uma circulação de formas sujeitas a interpretações, adaptações e variações locais. 

Joalharia Portuguesa

As jóias e a prataria foram desde sempre utilizadas como presentes nas trocas diplomáticas estabelecidas entre Portugal e outros países. A grande qualidade do trabalho da prata portuguesa era reconhecida além fronteiras. Quando D. Manuel enviou a famosa embaixada ao Papa Leão X, juntou às alimárias fantásticas e ao cortejo de aparato uma série de salvas que poderiam ou não ter as suas armas, mas que eram com certeza reconhecidas como obra de aparato portuguesa. 

É interessante estabelecer, ainda que correndo o risco de cair em anacronismo, uma comparação com este evento e a embaixada que D. João V manda a Roma. Desta feita, já não se enviaram objectos de prata portuguesa, talvez porque não fossem tão facilmente reconhecíveis como tal, mas sim moedas de ouro com a efígie do próprio rei que foram atiradas à população, tendo sido lançadas ao Rio Tibre as restantes para eternizar a figura deste novo «César».

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É precisamente este fio condutor que nos vai guiar ao longo do século XVIII, em que se assiste a uma perda gradual de identidade da joalharia portuguesa em geral e a uma aproximação dos modelos à influência francesa, o que obrigará a que os presentes e a jóias de representação oferecidas aquando das trocas diplomáticas tivessem necessariamnete que ser personalizados através da inclusão de retratos ou signos que os identificassem imediatamente com a Corte Portuguesa.

Logo no ínicio do século XVIII, e acompanhando o fausto que se vivia já na corte de D. João V, chega em 1708 a Lisboa a arquiduquesa Maria Ana de Áustria, após o contrato de casamento estabelecido entre o Rei de Portugal e Viena. Os retratos que se conhecem desta princesa representam-na ostentando aparatosas jóias e vestuário faustoso como convinha à sua dignidade e à riqueza propagandeada pelo Reino de Portugal.

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A estes sinais de riqueza juntavam-se as indicações da sua vasta cultura. Mas as jóias desta Rainha dão a conhecer uma realidade desconhecida do panorama da joalharia portuguesa da época, tanto na profusão de pedras coloridas, como na quantidade de gemas utilizadas. Era muito diverso o panorama da joalharia portuguesa, que se mantinha ainda arreigada aos modelos tradicionais, nos quais a estrutura de ouro ou prata suplantava os efeitos quase texteis dos diamantes que provinham agora, e cada vez em maior quantidade do Brasil.

É interessante estabelecer sempre um paralelo entre a representação pictórica das figuras reais com a evolução da joalharia portuguesa. Se ainda nos inícios do século XVII encontramos personagens retratadas de uma forma austera, bem característica da retratística portuguesa, logo no início do reinado de D. João V assistimos a uma abertura de paleta de cores, passando os retratos a serem representados sobre paisagens ou fundos claros, reflexo de uma colocação deliberada e politicamente agressiva de Portugal como potência europeia.

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A este fenómeno da retratística não é com certeza alheia à vinda à Corte portuguesa de grandes pintores europeus de retrato, o que corresponde a uma tentativa de actualização dos modelos estéticos que, a nível da joalharia, demorarão ainda a implantar-se visto esta encontrar-se muito presa aos modelos gravados de ornamentos vegetalistas compactos que conferem à estrutura um peso tal que os diamantes e outras gemas, quais fossem as suas dimensões, surgiam como pontos de brilho e de cor na montagem das peças.

Estas formas circulavam pelas diversas Cortes da Europa através de livros gravados, de que são o exemplo os desenhos de Gilles Légaré e pietro Cerini e já em meados do século XVIIII, o italiano D.M.Albini.

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Na observação atenta dos retratos de D. Maria Ana de Áustria, como, por exemplo, o quadro sobejamente conhecido que se guarda no Museu Nacional dos Coches, podemos constatar uma presença de gemas brancas, verdes e vermelhas em detrimento da estrutura de montagem. As pedras seriam aplicadas ao vestuário, prolongando as ramagens das sedas e ds rendas.

O ornamento do peito ostentado neste retrato preconiza, através das pérolas pendentes em formato de pêra, o surgimento de uma jóia que se vai tornar comum ao longo do século XVIII as girândolas. Mercê do interesse e abertura da rainha a todas as novidades europeias, vemos surgir como ornamento de cabeça uma espécie de aigrete que simula em vermelhos os ramos de um coral, mas que na realidade são gemas vermelhas (rubis) que escondem na íntegra a sua sustentação.

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No pulso, uma pulseira composta por três fieiras de grandes pérolas anunciam um gosto que se vulgarizará no final do século XVIII, coincidindo com o decréscimo da produção diamantífera do Brasil.

Caso mais interessante é o da princesa Mariana Vitória, que foi educada durante algum tempo na Corte francesa, no período em que esteve prometida ao Delfim de França, futuro Luís XV, noivado este que se arrastou devido à tenra idade da princesa. A França, com o seu trono ameaçado pelas eventuais pretensões de Filipe V da Espanha, e devido à falta de progenitura do herdeiro do trono resolve, na pessoa do Primeiro Ministro francês, o Duque do Bourbon, reenviar a Infanta para Espanha optando por uma noiva em idade núbil, facto que vai culminar no casamento do rei de França com Maria Leczsinska.

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Com a Infanta de regresso a Espanha, filipe V e Isabel de Farnésio, sua segunda mulher, vão apostar numa aliança estratégica com Portugal, destinando-a ao futuro Rei de Portugal, D. José I. Em simultâneo, é acordado um enlace que resulta numa troca de princesas, pelo qual segue para Espanha a princesa portuguesa D. Mariana Bárbara para casar com o Infante D. Fernando, futuro D. Fernando VI de Espanha, o que leva a viagens constantes de embaixadores entre as duas cortes.

Ainda em 1727, o Marquês de Abrantes é enviado à Corte de Filipe V para dar avanço às negociações, enquanto que para a Corte Lisboeta desloca-se o Marquês de Balbases. Dá-se então início com tratados puramente políticos, a um sem fim de cerimónias e de etiquetas que reflectem bem o século das luzes.

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Nos acordos matrimoniais celebrados entre Portugal e Espanha é interessante notar a importância que se dá à propriedade das jóias das Infantas. Na realidade não se tratava apenas de um simples casamento, mas sim uma extraordinária ocasião para as duas cortes brilharem no seu máximo esplendor e requinte, havendo troca de presentes de grandes valores em joalharia, nomeadamente, botões de diamantes, colares, arrecadas, adornos trémulos para o cabelo, distinguindo neste grupo as mariposas ou borboletas, anéis, caixas de ouro...

O hábito de reutilização das pedras neste período é evidente, pois tanto o talhe de rosa como o talhe em mesa são anteriores ao talhe de brilhante, sendo assim explicável por vezes a falta de exemplares que sobreviveram até aos nossos dias, pois frequentemente as peças eram desmontadas para serem novamente montadas mais ao gosto da época.

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Deste modo, são introduzidas novas peças na nossa Corte, e que serviram possivelmente de modelo de fonte de inspiração a outras peças sobretudo se considerarmos a família real como pauta de gosto e de moda.

É neste tipo de peças que se pode enquadrar, a título de exemplo, um par de brincos de acervo do Museu de Évora que montados numa leve e ainda muito têxtil armação em prata e em ouro, é cravejado por pequenos diamantes, sobressaindo o verde forte das esmeraldas. A formar conjunto com estas peças existe no mesmo acervo uma laça idêntica em forma mais de maiores dimensões, o que lhe tira a leveza à sua montagem. No mesmo acervo é possível encontrar outro par de brincos, muito semelhantes mas cravejados com topázios.

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A predileção pela moda da Corte francesa não se cingiu unicamente às peças de vestuário e aos seus adornos. É evidente nas grandes encomendas feitas pelos monarcas à Corte francesa, das quais se pode destacar a baixela em prata encomendada por D. José I para substituir a perdida no terramoto que assolou Lisboa em 1755.

Este conjunto fabuloso de peças de ourivesaria encomendado ao ourives da Casa Real francesa François Thomas Germain é bem reflexo de toda uma linguagem decorativa que já era comum em Paris. Neste conjunto é possível destacar as peças para uso próprio do rei, fabricadas em ouro (um copo com tampa, um oveiro, um saleiro, diversos talheres) em que se pode encontrar motivos rocaille a par do primeiros indícios de um neo-classicismo, à semelhança da baixela de prata.

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Após a morte de D. José I, é aclamada Rainha de Portugal D. Maria, sua filha e se observarmos os variados retratos que se encontram distribuidos pelo país, notamos que a velocidade da sucessão das modas do vestuário feminino obrigaram à criação de jóias cada vez mais versáteis e com possibilidade de serem aplicadas de formas diversas em diferentes vestidos. 

Uma longa fieira de pérolas poderia surgir a ornamentar a cabeleira da rainha, ou um corpete. Os diamantes podem ser cosidos directamente aos vestidos, e as girândolas poderiam ser suspensas no corpete ou a rematar um penteado.

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O fecho que segura o manto é um florão com três pendentes em forma de pêra, com a própria insígnia da Ordem de Cristo encimada por uma roseta, quando esta mesma personagem real irá decretar que as insígnias da Ordem passem a ostentar o Sagrado Coração, restringindo o se uso a determinadas pessoas.

Em 1776 deu-se a separação dos ofícios de ourives de ouro e de lapidador, possivelmente pelo papel preponderante que as gemas tomaram na joalharia portuguesa. O circuito que os diamantes tomavam após a sua extração era assaz e curioso. Sabe-se por relatos de estrangeiros em Portugal que eram enviados em quantidades exorbitantes para a França e Londres e Holanda para serem vendidos e assim colmatar dívidas da Casa Real e que regressavam por vezes ao nosso país depois de talhados e montados.

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Esta quantidade de gemas é bem vísivel num Mapa dos Diamantes remetidos para Lisboa à Direção Geral, de Tejuco, Brasil e datado de 25 de Maio de 1782, no qual podemos ver que em dois cofres são enviados para a capital. Em casamentos reais foram adquiridas caixas, relógios, bengalas, espandis, chatelaines e toda uma panóplia de objectos preciosos de forma a não deixar ficar mal vista a Corte Portuguesa face à sua congénere espanhola.

A moda da utilização de retratos-miniaturas transformados em jóias vai-se desenvolver ao longo do século XVIII e atingirá o seu auge no século XIX. Para tal era utilizado, não só como uma real agraciação, como tantas anteriormente referidas, mas sobretudo toma um cariz de memória ou representação física do retratado, integrando este tipo de jóias como "sentimentais" que se tornaram tão populares na centúria seguinte.

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Ainda deste período é testemunha desta moda uma peça em miniatura circundada por uma moldura encimada por um laço, muito de acordo com a moda francesa, ambos cravejados por cristais de rocha.

Caixas de maior valor em ouro e gemas, provavelmente de tartaruga ornamentada decorada com ouro trabalhado em piqué a que se juntava no centro um pequeno camafeu com a imagem da Soberana circundado por meias pérolas.Estes pequenos ornamentos são referidos nas missivas, dando-se notícia da invenção de uma técnica semelhante à da porcelana, o que permitiria uma produção quase em série destes pequenos camafeus.

Joalharia Portuguesa

A moda da utilização da imagem da Rainha estendeu-se a outras tipologias, nomeadamente anéis, existindo hoje alguns exemplares no acervo do Museu Nacional de Arte Antiga.

A importação em grandes quantidades de jóias das mais variadas origens levou à individualização e à personalização destas de forrma a torná-las facilmente reconhecíveis. Por este motivo não era já suficiente a aposição de Armas Reais da Coroa, passando-se a incluir retratos ou camafeus, transformando-se as peças em veículos de propagação da figura real e do poder régio.Deixavam assim de ser meras aplicações decorativas para se tornarem objectos com um valor sentimental definido.

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Centremo-nos agora na figura de D. Carlota Joaquina que, conhecida pelo seu gosto por jóias, surge nos retratos ostentando uma grande variedade de riquissimos exemplares. O gosto refinado desta embaixatriz por jóias, em especial por gemas, é notório.

Já como Rainha, vai dar largas ao seu gosto por jóias influenciando toda a sua Corte, então radicada no Brasil.O artista de missão francesa que D. João VI chamou à Corte do Rio de Janeiro comenta nos seus escritos que os diamantes eram lapidados na então capital do Império, mas que as restantes pedras preciosas eram enviadas para a Europa a fim de serem lapidadas, perdendo assim parte do seu valor.

Carlota Joaquina

Apesar da existência de hábeis ourives e joalheiros, bem como relojoeiros, estes teriam sido treinados pelo contacto como os artistas franceses e ingleses.

De regresso a Lisboa, e apesar das convulsões políticas nas quais tomará parte activa, a Rainha continua a preocupar-se com os seus adornos e privilégios. Num retrato que pertence ao acervo do Palácio Nacional da Ajuda a soberana, à época já separada de facto do Rei e habitando o Palácio da Bemposta, exibe, numa atitude um pouco formal, uma miniatura com o retrato do Rei circundado por diamantes.

Carlota Joaquina

Esta jóia surge com uma montagem já de um gosto romântico, quer no crescente no qual encaixa o medalhão central, quer na cadeia que a suspende onde se podem vislumbrar pequenos elementos esmaltados. 

O diadema ostentado pela Rainha tem ainda um forte pendor neo-clássico tendo como figura central uma miniatura, possivelmente de seu filho preferido, D. Miguel.

Carlota Joaquina

Entre os mais variados inventários que se fizeram após a morte de D. Carlota Joaquina, destaque-se um rol de jóias e outros objectos preciosos, datado de 1851, que nos dá uma ideia dos seus pertences à data da sua morte. Deste documento é possível retirar bastantes referências a jóias destinadas, na sua maioria, a D. Miguel, das quais podemos nomear «figarenha de oiro com um diamante», dois pingentes de diamantes, vários pares de botões de diamantes, um anel em forma de coração novamente de diamantes, aboatoaduras cravejadas pela mesma pedra, dezasseis camafeus, um paliteiro de ouro, uma caixa de tartaruga, espandis, relógios, caixas com camafeus, fivelas ornadas com brilhantes, várias insígnias..

Carlota Joaquina

À Infanta D. Maria Ana de Jesus, a falecida soberana deixa, além de caixas de tartaruga, uma das quais com o retrato de Sua Santidade e várias caixas de joias antigas que se tinham desmanxado para se fazerem outras novas. Vários retratos, nomeadamente um da Princesa Ana Maria Teresa, do Infante D. Sebastião, um de D. Miguel e uma medalha com a efígie do Rei.

Uma grande variedade de peças, dos mais diversos estilos e materiais, é enumerada neste documento reflectindo o gosto de uma controversa rainha, que tão bem aproveitou um dos momentos mais brilhantes da Joalharia Portuguesa.

Carlota Joaquina

A influência dos modelos e gostos da moda francesa teve o seu apogeu ao longo do século XVIII, surgindo vários centros, de maior ou menor dimensão, produtores de jóias e de modelos importados para Portugal, que irão desde Inglaterra à Itália passando pela vizinha Espanha, mas sempre influenciados pelos ditames da Corte Francesa. 

Será necessário esperar pelo final do século, para que a reflexão sobre a necessidade de um regresso a valores tradicionais e nacionais vá influenciar de novo a Joalharia Portuguesa. Se podemos considerar o século XVIII como um período dominado por uma hogemonia francesa, com a sua Corte no centro social da Europa, já no século seguinte a Inglaterra vai iniciar um domínio estético que só se atenuará nos finais da centúria.

Carlota Joaquina

Vimos que as jóias no seu papel meramente decorativo transformaram-se, de uma forma cada vez mais evidente, num veículo de afirmação de imagem dos soberanos portugueses, acompanhando e moldando-se às mais diversas circunstâncias, tornando-se assim o reflexo de uma época de enorme fausto e esplendor.

Carlota Joaquina e D. João

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