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Joalharia Portuguesa no século XVII

 

O início do século XVII e os anos que se seguiram à "Restauração", não foram aparentemente pródigos para a arte e joalharia. No entanto, os inventários da época, as descrições de festividades e as jóias que existem até hoje, indicam-nos uma perspectiva menos sóbria sobre este período.

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Joalharia Portuguesa

jóia de seiscentos apresentava dois períodos bem distintos. O primeiro, que se estendeu até à década de 1640, pode ser definido como uma continuidade da jóia renascentista, isto é, obras de joalharia onde a policromia dominava, fosse nas gemas ou nos esmaltes.

Joalharia Portuguesa

A segunda fase, já dentro do que podemos designar de padrões "barrocos" assentava numa maior uniformidade de nível cromático. As gemas dominavam toda a concepção das jóias. Dentro desta produção destacavam-se as jóias com diamantes lapidados em rosa e coroados em ouro e prata.

Joalharia Portuguesa

As jóias com esmeraldas, de grande influência espanhola ocupavam igualmente lugar de destaque. Os esmaltes eram ainda, pontualmente, utilizados em algumas jóias ou em peças de grande aparato, como Insígnias.

Joalharia Portuguesa

Do início do século XVII, conhece-se dois belos pendentes provenientes do Convento de Santa Clara de Coimbra. O primeiro revela, no centro um coração esmaltado de preto, a figura de Santo António com o Menino. O segundo, em forma de moldura triangular, protegendo uma imagem da Nossa Senhora, possuí cristais, sendo o recurso esmaltado de branco e azul.

Joalharia Portuguesa

Esta última jóia revela uma produção muito característica peninsular, e não apenas espanhola como tem sido divulgado em diversos estudos.

Joalharia Portuguesa

Num retrato da Infanta D. Catarina de Bragança, pertencente ao Museu de Évora, a futura rainha da Grã-Bretanha usa uma jóia muito semelhante. Esta mesma pintura, atribuída a Manuel Franco, apresenta um colar em ouro com pérolas. Ambas as jóias são tipicamente barrocas. 

Joalharia Portuguesa

Vagamente associado à Rainha D. Luísa de Gusmão, conhece-se um magnífico ornamento de peitilho com grossos diamantes, lapidados em rosa, montados em prata e ouro (Museu Nacional de Arte Antiga).

Joalharia Portuguesa

A jóia é concebida dentro de um desenho de cunho vegetalista, sendo o seu reverso totalmente gravado.Trata-se de uma tipologia de jóia muito característica de seiscentos, divulgada ainda no século XVIII, constituída por três peças dispostas ao comprido.

Joalharia Portuguesa

Para além de ser utilizada como "brinco ao peito" podia servir como ornamento de cabelo.Se bem que conhecidos anteriormente, tiveram especial divulgação em seiscentos os objectos preciosos executados em Ceilão para os Portugueses.

Joalharia Portuguesa

O material mais apreciado foi, sem dúvida, o cristal de rocha, magistralmente talhado pelas oficinas cingalesas e adornado com filigrana de ouropedras preciosas, sobretudo rubis e safiras, que abundavam na Ilha. São inúmeras as referências documentais a estas jóias.

Joalharia Portuguesa

D. João IV possuía um cisne em cristal guarnecido com pedrarias. Quando, em 1669, o Grão-Duque da Toscânia visitou Portugal, foi-lhe oferecida uma adaga enriquecida com ouro fino, rubis e safiras executada em Ceilão.

Joalharia Portuguesa

Hoje, ainda podemos encontrar algumas preciosidades. No Museu Nacional de Arte Antiga conserva-se um delicado pendente em cristal de rocha e gemas tendo, no centro, uma escultura em miniatura, em marfim, representando, em ambas as faces, Nossa Senhora e o Calvário.

Joalharia Portuguesa

Na coleção Alpoim Calvão encontra-se uma rica figura de Menino Jesus em cristal de rocha, decorada com ourorubis e safiras. Dentro da jóia masculina ocupavam lugar de destaque as plumas. Tratava-se de adornos para colocar no chapéu, com a forma, como o nome indica, de pluma.

Joalharia Portuguesa

Por vezes poderiam ter carácter vegetalista sendo ornamentadas nos casos mais ricos com pedras preciosas

Para o chapéu conhecia-se outro adereço, o sentilho, que consistia numa pequena cadeia que rodeava toda a copa. Era constituído por uma biqueira, pelo passador ou cadeia e pela fivela que o fechava, jóia possível de observar no retrato de D. João IV executado, em 1643, por José de Avelar rebelo "pintor régio e cavaleiro da Ordem de Avis", hoje no Palácio de Vila Viçosa.

D. João IV

Os anéis foram amplamente utilizados tanto por homens como por mulheres. Utilizavam-se os mais diversos materiais; diamantes, os tradicionais rubis, safiras e esmeraldas, mas igualmente jacintos, cristal, miniaturas, águas-marinhas, olhos-de-gato, turquesa, ou mesmo coral. Destaque ainda para o gosto de tradição quinhentista pelos camafeus.

Anéis portugueses

Mas a grande obra de joalharia do século XVII chegou, felizmente, aos nossos dias. Ainda hoje, quem visitar o Paço de Vila Viçosa, da Prestigiosa Fundação da Casa de Bragança, poderá apreciar a belíssima cruz em prata, ouropedras preciosas que o ourives Fillipe Valejo produziu em Lisboa para proteger a relíquia do Santo Lenho que foi oferecida pelo papa Clemente VII ao Rei D. João III, e que mais tarde, em 1588, foi entregue ao Duque de Bragança, D. Teodósio II, pai de D. João, que a guardou na sua Capela. 

Cruz em prata e ouro

Em 1653, D. João IV mandou executar esta preciosa cruz. Várias jóias de D. João IV que se conservavam no Paço da Ribeira serão desfeitas, depois da sua morte, e utilizadas nas feituras da cruz que protegerá as celebradas relíquias. 

Esta cruz, por vezes designada por "Cruz de Vila Viçosa" possui a impressionante soma de mais de seis mil gemas:2020 diamantes,2435 rubis, 1500 esmeraldas, 14 safiras e mais de duas centenas de pérolas. Trata-se de uma verdadeira apologia da Casa de Bragança - um pouco como a Custódia de Belém o foi para o reinado de D. Manuel.

Cruz

Serviu, ainda, para modelo da preciosa "Cruz do Santo Lenho da Sé de Évora" coberta de pedras preciosas e esmaltes, que foi oferecida pelo Bispo Frei D. Luís da Silva Teles. Entre as suas belíssimas gemas destaca-se um camafeu representando o Ecce Homo. 

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