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A oficina do ouro em Viana do Castelo

 

No passado dia 10 de Maio e até ao próximo dia 31 de Dezembro vai estar em exposição no Museu do Traje, a Oficina do Ouro, uma sala dedicada aos artífices do ouro

Museu do Ouro em Viana do Castelo

Esta exposição apresenta todos os artefactos usados na execução e reparação das peças de ourivesaria popular portuguesa e completa a exposição de peças de ourivesaria que pode ser visitada no cofre do Museu.

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filigrana em ouro

Desta forma podemos perceber todos os minuciosos trabalhos por que passa o ouro até se transformar nas peças artísticas que as lavradeiras usavam.

oficina de ourivesaria

Os objectos de ouro trazidos ao peito da minhota não são apenas para enfeite ou vaidade mas sim, o seu símbolo de riqueza considerado por muitos como "o peito da minhota é um céu estrelado". 

ouro minhoto

Antigamente um simples tarefa de ir ao notário com o intuito de legalizar um determinado negócio, como por exemplo vender uma propriedade, obrigava a que as mulheres se apresentassem ouradas com um certo exagero demonstrando à sociedade que se vendiam a propriedade, não era por necessidade financeira mas porque havia surgido uma óptima oportunidade de venda. 

coração de viana

Deste modo, mostravam que quem comprou não foi obrigado a desfazer-se do seu ouro.

ouro

O "ar" de quem vendia avalia-se pelas roupas e pela sua limpeza bem como pelo ouro que ostentava. 

Esta sala resulta de uma doação de peças das oficinas de Guilhermino Borges, Manuel José Gonçalves e de Manuel Santana d'Araújo.

Espólio do Antigo Museu de Ourivesaria do Museu do Traje 

Colares de contas

colar de contas

Peça de ouro usada pelas civilizações mais antigas e primitivas. Usavam-nos não apenas pela sua beleza mas também pela sua forma esférica. Mais tarde, surgiram as contas maciças dos mais variados metais.

contas de vianaA mais antiga conta em ouro maciço encontrada em Portugal data 3º milénio a.c. e foi descoberta no concelho de Sintra.

As actuais contas de Viana-ocas são descendentes diretas das gregas, fenícias, romanas e etruscas sendo estas últimas as que mais se assemelham às actuais.Esta forma esférica e arredondada também é encontrada nos brincos parolos ou de chapola.

colar de contas

O colar de contas era adquirido pela lavadeira antes do famoso e desejado cordão de muitas voltas e o fio de contas ia até ao meio do pescoço ligadas por um fio de correr. Podia aumentar ou reduzir o colar consoante a necessidade e este terminava na parte de trás com um "pompom". 

colar de contas com pompom

O fio era feito manualmente, em algodão e poderia ser vermelho, amarelo ou azul. Raramente o colar de contas era usado sem uma "pendureza", normalmente uma borboleta, uma cruz de canovão raiada com resplendor de filigrana ou uma custódia. 

Brincos

A mulher de Viana desprovida de brincos era significado de que passava necessidades e era considerada uma "mulher fanada" ou até mesmo podia ter prometido aos Santos andar sem eles.Tal prova de sacrifício era de se ter em conta pois, constituía um verdadeiro tormento passar por fanada e era tido como um acto verdadeiramente estóico.

brincos de viana

Era muito raro não usarem ou mesmo deixarem no ourives. Quando tal, serviam-se do falso pretexto da orelha ferida.Para melhor representar ou para convencer, besuntava com ungento ou caiava com alvaiade o competente lóbulo. 

Arrecadas de Viana

Designadas por argolas filigranadas, de "bambolina" ou de "pelicano". São as herdeiras das arrecadas Castrejas que se foram modificando até aos nossos dias mas que se mantêm na sua essência, com pequenas alterações.

arrecadas de viana

Trata-se de um dos poucos casos de ourivesaria em que as classes privilegiadas imitaram peças da ourivesaria popular.

Actualmente são de forma circular, com a lúnula na "bambolina" ou "pelicano", "SS" filigranados e triângulo invertido como remate. São feitas com filigrana aberta, poderão levar uma conta de Viana no encaixe do fecho ou a toda a volta (normalmente cinco).

As arrecadas mais "fidalgas" são de filigrana mais fina e apertada. Têm por vezes algumas pedras preciosas à mistura, sem "pelicano". 

Botões

Normalmente eram oferecidos pela madrinha de baptismo e à medida que o crescimento dela se ia verificando, os "botões" ou "botõezinhos", iam sendo trocados pela madrinha, de sorte que, já mulherzinha, a afilhada se tornaria dona dos tão almejados "brincos à rainha".

botões

Brincos à Rainha ou à Vianese

Os brincos da Rainha, são brincos muito elegantes e consideradas de mulher fidalga ou burguesa rica. Ao contrário das arrecadas, são cópias adaptadas dos brincos e laças que apareceram em Portugal no reinado de D. Maria I.

brincos à rainha

brincos à rainha ou vianese

Brincos à Rei

Semelhantes à da rainha, mas mais elegantes, compostos por uma parte superior, uma parte média em forma de laço (herdeira da laça ou laçada) e uma parte terminal.

brincos à rei

Não aparece aquela parte móvel que se encontra ao centro duma das partes dos brincos à rainha. A designação não significa que eram usados pelos reis, ou fidalgos, mas para se distinguir dos brincos à rainha

Brincos com pedras

Apresentam pedras azuis ou vermelhas, são curtos ou compridos, com uma pequena franja, onde balançam uns "penduricalhos". Fazem conjunto com colares, tão em voga nos anos 40, mas que ainda se continuam a usar. 

brincos com pedras

Brincos de chapola, parolos ou de luas

Chamavam-se de "chapola" por serem feitos em fina chapa de ouro, "parolos" por serem, outrora, usados pela mulher do campo, designada de "parola".

brincos de chapola, parolos ou luas

Actualmente, estes brincos caíram em desuso nas aldeias e procurados pelos habitantes das cidades.Chamam-se de "luas" por terem, quase todos, quartos de lua em relevo. 

Custódias

Assim designadas por, na parte central, existir uma peça que sugere o expositor do Santíssimo. Denominados também de relicários, "lábias" e "brasileiras". 

custódiia

Jóias feitas em filigrana um pouco aberta e não muito apurada (as mais populares), embora agora estejam a aparecer, feitas em Gondomar, com filigrana mais finas. 

custódia

Chamam-lhes "lábias", pela semelhança com os lábios da parte superior. "Brasileiras" porque, na altura em que os homens de Castelo de Neiva emigravam para o Brasil, quando vinham a Portugal visitar a mulher ou a namorada, tinham obrigatoriamente de comprar esta peça, mesmo que fossem imensos os sacrifícios feitos para esta aquisição.  

brasileiras

A custódia, era orgulhosamente exibida, na missa dominical, e à saída então o povo, perante tal exibição associava á brasileira. 

Medalhas

Em tudo idênticas às peças, só que a moeda é a fingir (de imitação) e por isso designadas pelos ourives como medalhas de imitação. Eram normalmente imitações grosseiras de libras - a contrastaria não permitia grande perfeição, para evitar que o comprador das verdadeiras peças fosse enganado.

medalhas

Medalhas de Santas

Senhoras da Conceição são as preferidas, dado tratar-se da padroeira de Portugal. Poderiam ser em esmalte orlado a ouro, ou imagens "opadas", barrocas, encimadas por uma coroa, com uma asa para suspender no fio que partia do topo da coroa. 

medalhas de santas

Peças 

São moedas autênticas embelezadas com espalhafatosa cercadura, nas quais se inserem umas presilhas com a finalidade de segurar a moeda sem lhe causar danos que altere o seu valor numismático. As moedas mais utilizadas eram as libras de cavalinho e cara de mulher (Rainha Vitória) - pois as caras de homem (Jorge V) não eram muito do agrado da mulher minhota - moedas de cinco e dez mil reis. 

peças em ouro

Memórias 

As memórias tinham quase sempre uma função saudosa. Eram transformadas em cofre, onde se encerrava uma madeixa de cabelo, fragmento de vestuário, pequena frase ou simples letra, breve oração, fotografia, bem como outras relíquias que constituem terna recordação de quem já não é deste mundo. 

memórias

Cruz de Malta ou "Estrela"

Cruz filigranada, guarnecida com curiosos esmaltes. 

cruz de malta em filigrana

Cruz de raios

 Cruz em canovão com avantajado resplendor, arredondado, aureolando quase totalmente Jesus. Por via de regra, mostra muitas vezes a Senhora da Soledade aos pés do Filho.

cruz de raios

O Senhor

Expressão que deixa a entender que a cruz não é uma "cruz esbulha", portanto, nela se destaca o Mártir da Gôlgota. 

o senhor

Corações Opados - ocos e bojudos 

Fabricam-se em chapa muito fina e são decorados com finos fios de filigrana ou um granulado. Têm motivos de amor, florais ou religiosos. Podem ser flamejantes ou chamados duplos, por terem como que um duplo coração por cima do maior, mais não sendo que a estilização de chamas... Eram estes os mais usados pela mulher vianesa.

corações opados

Correntes de relógios

Pode parecer um pouco a despropósito incluir estas peças no ouro popular. Tal não acontece, visto que era quase generalizado nos homens de antigamente o desejo de adquirir um relógio de ouro ou prata, à medida que a sua situação económica o permitisse.

correntes de relógios

Tal como agora o homem tira o seu belo isqueiro do bolso e o acende com gestos lentos e ritmados, ou estica demoradamente o braço, colocando o antebraço na direcção dos olhos para ser visto o seu relógio de pulso, assim antigamente se procedia ao passear com uma ou ambas as mãos nos bolsos para mostrar a corrente de relógio. 

correntes de relógio

Ao tirar o relógio, tudo era acompanhado por gestos muitas vezes estudados ao espelho. Serviam muitas das vezes para mostrar à sua pretendente o seu "status". 

Alfinetes de gravata

Outra peça que o homem usava nas mesmas circunstâncias que a corrente de relógio. 

alfinete de gravata em ouro

alfinete de gravata em ouro

Colares de Gramalheira

A gramalheira (ou "gremalheira" ou "cramalheira"), sobrepondo-se e destacando-se dos demais adornos, é uma peça que, por razões económicas, não é muito popularizada - mas é de excepcional efeito.

Em muitos exemplares, o respectivo colar exibe ornatos - muitas vezes com propriedade chamados "escamas" tendo por intermédio bem urdida malha.

colar de gramalheira

Liga-o na parte em que arma o seio, um "botão" em forma de meia laranja (não ultrapassando o diâmetro de sua base o de um vulgar botão de gabardina ou sobretudo), com gomos esmaltados alternando as cores azul e branca, circundado de pedrarias de fraco custo e dele irradiando, sinteticamente, em posições opostas, duas tiras rematadas por borlas emparelhadas com lindíssimo "florão" semelhante, no formato e tamanho, a um ovo de galinha cortado ao meio, de alto a baixo. 

florão

O "florão" é obrado em ouros diferentes e enfeitado com pedras, pequenas e redondas, azuis, vermelhas e brancas, idênticas às do "botão". Pelo seu reduzido valor são tais pedras ditas "fanfarronas" e, como facilmente se deduz, será o "florão" (medalha de gramalheira), a completar apoteoticamente tão estimada jóia

Cordões

São fios com dois metros e vinte (podendo, neste caso, dar quatro voltas ao pescoço). Podem ser de elos redondos (como os manuais de antigamente) ou em forma de pêra. 

cordão em ouro

Quanto ao peso, podem ser finos (linha), grossos (soga) e ocos. O cordão era o terceiro ouro da rapariga, ocupando o primeiro os "botões" e o segundo o colar de contas

Trancelins

Só depois do terceiro ou quarto cordão é que era adquirido o trancelim. Têm o mesmo comprimento dos cordões, mas os seus elos são trabalhados normalmente em filigrana não muito "apurada". 

Trancelins

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