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Ourivesaria Luso-brasileira do século XVIII

 

O Museu Histórico Nacional está situado no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, em edificações que remontam ao século XVII. O maior complexo arquitectónico histórico da cidade guarda nas harmoniosas linhas de sua construção os vestígios do estilobarroco setecentista e da história dos períodos Colonial, Imperial e Republicano.

Museu Histórico Nacional Rio de Janeiro

A partir de 1922, esse conjunto composto pela Fortaleza de Santiago, da Casa do Trem e do Arsenal Real passa a abrigar o Museu Histórico Nacional. 

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Avaliação Oficial

Surgiu , então, o primeiro museu brasileiro com a proposta inovadora de representar uma instituição museológica voltada para a instrução pública, associando modernidade e tradição.

O projecto pioneiro que tinha como característica a preservação da memória da nação através do universo simbólico das suas coleções conquista a confiança do governo e da sociedade, e estes passam a integrar o projecto realizando doações.

D.Maria I

Este movimento reflecte-se no facto de as primeiras décadas do museu serem marcadas pela formação de coleções oriundas de instituições públicas e de particulares. O gesto desinteressado das doações privadas a um museu público, e de carácter nacional, imprime uma identidade às coleções que mescla o público e o privado, além de conferir um status social ao benemérito, pois ele passa a ser imortalizado com a sua peça.

Algumas dessas coleções particulares deram origem ao importante acervo onde se destacam as peças de ourivesaria luso-brasileira setecentista como uma das mais importantes, composto por diferentes categorias de acervo museológico, como objectos eclesiásticos, devocacionais, honoríficos e de uso pessoal.

Para ilustrar este acervo foram seleccionados onze exemplares em prata, ouro, pedras preciosas e semipreciosas. A este conjunto foi agregado outros dois exemplares de uso dos escravos e garimpeiros livres. 

A escolha destes últimos justifica-se pela forte ligação de mão de obra escrava e livre nas minas a partir da descoberta de ouro em finais do século XVII 1699) e no trabalho dos ourives.

Lampadário

1. Lampadário em prata, do século XVIII, Brasil 

Obra de Valentim da Fonseca e Silva a Igreja da Santa Cruz dos Militares, Rio de Janeiro. Filho de contratador de diamantes e de uma negra, viveu no Rio de Janeiro entre 1750 a 1813. Desenhista, escultor e entalhador na pedra e na madeira, Mestre Valentim deixa magníficas obras que estão presentes, até aos dias actuais, em logradouros públicos e igrejas.

Lampadário de mesa

2. Lampadário de mesa em prata do século XVIII, Portugal

Prata cinzelada à mão. Lanterna rendilhada sobre pedestal com abertura lateral. Ornamentada com frisos, acantos, cabeças de anjos e cariatides sustentando a cúpula.

Lampadário de mesa

3. Lampadário de mesa em prata do século XVIII, Brasil

Os lampadários de mesa existem desde a Antiguidade e destinam-se tanto ao uso residencial como ao uso religioso.

Sendo o ouro um bem da Coroa portuguesa, a prata transformou-se no metal permitido e utilizado na ornamentação, tanto das igrejas quanto das residências. Os lampadários de prata do Museu -junto com os outros que foram preservados em igrejas, como o do Mosteiro de São Bento, também no Rio de Janeiro são exemplos da produção artesanal de escravos, forros, negros e pardos ou importados da Metrópole.

Os jesuítas ourives e escravos sudaneses, que já possuíam o conhecimento de fundição de metais, iniciam, no período colonial, os ensinamentos desse ofício, e que se prolonga no Império.

Esses indivíduos formaram uma nova categoria, conhecida como «escravos de ganho», uma vez que, junto com os oficiais ourives, eram o sustento da família e de seus senhores. Pela liberdade que tinham na composição dos objectos acabaram por contribuir para a singularidade que o estilo Barroco possui no Brasil.

O século XVIII é o palco de mestres ourives, mas a sua arte não era prestigiada e muitos dos objectos produzidos tiveram como destino o desaparecimento, fundidos para emissão de moedas ou pela mudança de ornatos, nas igrejas brasileiras.

Lanternas Processionais

4. Lanternas Processionais em prata do século XVIII, Portugal

Eram utilizadas nas procissões da Bahia. Feitas de prata batida e cinzelada à mão. Fustes cilíndricos, divididos em partes, sustentam as lanternas de três faces côncavas redilhadas com abertura laterial.

A pesquisa feita nos primeiros séculos da colonização do Brasil para encontrar prata foi laboriosa mas infrutífera. Alguns dos poucos locais onde foi encontrada a galena argentífera foram São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Bahia, mas não propriamente a prata

Este precioso metal existia em grande quantidade na região andina dominada pelos espanhóis. É após a descoberta da montanha de Potosi, em 1545, que a produção de prata adquire um enorme vulto, e chega ao Brasil através de caminhos sinuosos, percorrendo montanhas, descendo rios, para encontrar o oceano e chegar à Europa.

Do Brasil seguia para Portugal. Durante Setecentos, nos dois países, são confeccionados objectos utilitários e religiosos em prata e, em alguns, são misturados os metais, resultando em notáveis obras barrocas.

Resplendor

5. Resplendor em prata do século XVIII, Portugal

Resplendor circular com 12 raios, circundado de faixa estriada tendo ao centro círculo com decoração fitomorfa e estrela de cinco pontas de onde sai o pino que o prende à imagem.

resplendor

6.  Resplendor em prata, latão e 246 crisólitas do século XVIII, Brasil

Relicário Pingente

7. Relicário Pingente em ouro do século XVII

Na face anterior, sob um dossel, a custódia; no posterior, sob o mesmo dossel, a imagem de Santo António de Lisboa com o Menino Jesus nos braços. 

Uma das mais fortes influências portuguesas exercidas sobre o Brasil foi a religiosidade, que transcede os templos e as suas alfaias para penetrar nas residências, onde as capelas e os altares nas casas atestam esse carácter. Os relicários constituem exemplos dessa peculiar religiosidadde, manifestada pelas elites. Ela se expressa através da simbólica distinção aristocrática daqueles que os usam, visto que levam junto a si a proteção divina.

Brincos

8. Brincos em ouro, prata e crisólitas do século XVIII, Portugal

Pingentes longos, com duas articulações, filetes perolados em ouro com oitenta e cinco pedras engastadas em cada pingente. Gancho de mola.

Fivelas para jarreteiras

9. Fivelas para jarreteiras em ouro do século XVIII, Portugal

Rectangulares com pinos articuláveis decoradas com flores e folhas estilizadas.

Da Corte portuguesa chegam ao Brasil as pompas nos vestuários masculino e feminino. São as mulheres da corte que introduzem os requintes no uso das jóias que sustentavam as meias de seda, através de fitas ou tecidos elásticos, chamadas jarreteiras.

Desde a antiguidade, que o ouro é considerado o ornamento preferido das mulheres, mesmo quando utilizado em locais restritos à intimidade, como essas fivelas de sustentar meias. O presente conjunto pertenceu à Senhora Antónia Teresa de Sá Rocha Pita e Argolo, baronesa de Cotegipe, filha dos condes do Passé. Casada com João Maurício Wanderley, barão de Cotegipe, titulado em 1860, que foi importante homem político, Ministro de Estado oito vezes, responsável pelo Tratado de paz da Tríplice Aliança com a república do Prata.

Insígnia da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo

10. Insígnia da ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, final do século XVIII, Portugal

Grã-cruz ou comendador em prata, minas novas, granadas. Laço com pedra azulada ao centro.

Insígnia da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo

11. Insígnia da ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, do final do século XVIII, Portugal

Grã-cruz ou Comendador, insígnia de casaca com laço e medalhão oval em prata, minas novas e granadas.

Esta Ordem tem início em Portugal no ano de 1319, após autorização papal. Vigora até aos dias actuais e destina-se a distinguir os que prestam relevantes serviços à Pátria e à Humanidade. 

Compõe-se dos graus: grã-cruz, grande oficial, comendador, oficial e cavaleiro.

No Brasil, o símbolo da Ordem está presente nas velas das embarcações que aportam em 1500, nos primeiros marcos de posse aqui plantados, nas moedas e nos hábitos dos associados que estimulam o descobrimento das minas de ouro e de pedras preciosas. Durante a permanência da Corte portuguesa no Brasil, após 1808, foi a condecoração mais concedida por D. João VI.

Após a independência, a Ordem continua vigorando no Brasil, substituindo atributos portugueses, como o coração encimado pela cruz, pela coroa imperial, símbolo do Império brasileiro. Este conjunto de insígnias foi datada pelo Dr. António Miguel Trigueiros em recente pesquisa.

Pertenceu ao Senhor Guilherme Guinle 1882-1960), descendente de família francesa que se estabelece no Rio de janeiro na segunda metade do século XIX. A família, de larga descendência, deixa a sua marca na cidade através da construção de palácios-muitos hoje ocupados pela administração estadual-, das obras de arte e das coleções que foram legadas a diversas instituições após a sua morte.

Anel

Ao Museu Histórico Nacional deixa uma valiosa coleção de numismática e condecorações.

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