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Argolas

 

Na ourivesaria popular, as argolas que irão ser abordadas incluem-se nas argolas estampadas, termo que as individualiza.

Argolas

No dicionário de Bluteau, argola é definida "pelas suas características intrínsecas, o de ser uma espécie de anel, ou de circulo pequeno de ferro, ou de outra materia".

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Alguns nomes correspondem a termos populares, próprios de determinado local; em Guimarães, as argolas lisas podiam ser apelidadas de africanas, arrecadas, ciganas ou morcelas e em Nisa, as argolas de ouro lavrado podiam ser chamadas de africanas ou farinheiras por imitarem as farinheiras, feitas de farinha e de gordura de porco.

Note-se que, pelo menos em Guimarães, o termo arrecada era utilizado no início do século como um dos diversos tipos de argola.

Argolas

Se as designações de "africanas" ou "arrecadas" subsistiram até aos nossos dias, outras foram ultrapassadas ou substituídas; no Norte são conhecidas as argolas indianas, de regueifa, de carretilha, de leque ou "carniceiras", correspondendo cada uma de per si a um modelo específico. Por vezes, tomam o nome de uma cidade, como as de "Barcelos" ou de "Coimbra".

Algumas diferenças de debuxo verificadas nas argolas, tornaram possível o seu agrupamento num determinado número de tipos a saber: argola circular, aberta na parte superior, argola em crescente de secção plana, argola em crescente de secção quadrangular, argola em crescente de secção roliça e argola em crescente ar estado.

Argolas

Os segundo e quarto tipos, apresentam uma maior variedade de modelos e constituem o grosso das argolas. Do terceiro, destaca-se apenas um molde, podendo ser considerado também como um subtipo dos cunhos em crescente de secção plana. O último compõe-se apenas de três cunhos.

No que respeita à decoração, este conjunto de peças é bastante representativo no contexto das argolas estampadas, fabricadas em Portugal.

Independentemente da oficina em que foram produzidas, os motivos decorativos (quando não se trata de peças exactamente iguais às dos moldes) são os mesmos, apenas apresentando combinações e disposições diferentes nos objectos.

Argolas

Estas argolas foram em tempos fabricadas nos concelhos de Póvoa de Lanhoso e Gondomar, só que, de uma maneira geral, são conhecidas as do concelho de Gondomar pela sua maior perfeição, especialmente no que diz respeito às "carniceiras'', que atingem, nesta zona, uma perfeição de acabamento difícil de conseguir na Póvoa de Lanhoso.

Argola circular, aberta na parte superior

As argolas em forma de círculo interrompido superiormente, correspondem a um tipo particular e bem demarcado dentro do conjunto de argolas que fazem parte da colecção da ourivesaria popular. As de corpo completamente liso, respeitam a um tipo sobejamente conhecido no campo da ourivesaria popular que é o das argolas "carniceiras" ou de "Barcelos".

Estas argolas deveriam constituir um modelo muito usado em toda a região do Douro Litoral. Na Póvoa de Lanhoso, elas são igualmente conhecidas como Argolas à Carniceira ou Marchanta.

Argolas

Tecnicamente, as argolas "carniceiras" podem ser produzidas segundo dois processos claramente distintos: canovão e por estampagem. A observação dos pontos de ligação e de soldadura permitem destrinçar os meios de execução. Este é um dado muito importante a ter em conta quando se analisa a técnica de uma peça acabada.

Vários entendidos acreditam ver relações de continuidade com as arrecadas de Estela, Laúndos e Carreço, mais precisamente com o corpo central destas, caixa circular como todos o descreveram.

"Ricardo Severo referiu-se às argolas circulares do seu tempo como arrecada peninsular, em forma de caixa, com o travessão recto para atravessar o lóbulo da orelha e Rocha Peixoto repete a mesma ideia quando escreve que a arrecada, circular ou em crescente, é entre nós um dos padrões de ascendência mais remota.

Argolas

O schema do corpo superior das notáveis arrecadas do castro de Laundos confina com o da arrecada actual de travessão recto. As argolas com este sistema de suspensão são ainda fabricadas actualmente embora, se utilize preferencialmente o modelo de suspensão em gancho.

Para além destas, de formas simples em caixa, de chapa batida lisa. Rocha Peixoto refere também as de chapa batida historiada, das quais podemos encontrar várias versões destas argolas".

As variações detectam-se ao nível da distribuição dos motivos decorativos que podem ocupar uma parte ou a totalidade do círculo.

Os dois modelos mais simples apresentam o corpo circular da argola liso, interrompido inferiormente e ao centro por ornamentos vegetalistas distintos mas de solução semelhante, solução que consiste numa espécie de faixa que envolve "a caixa" e de onde sai, para cada um dos lados, uma gavinha numa e um ramo de flores noutra.

ArgolasMais próximos destes, dois outros tipos são constituídos igualmente por corpo circular liso, envolvido interior e exteriormente por um torçal. Rematam ambos na parte de fora e em baixo, por um motivo vegetalista estilizado, seccionado em cinco faces no exemplar maior, em três no mais pequeno.

Argolas

Com o aro plenamente decorado, um outro molde apresenta uma ornamentação bipartida; elementos raiados com estrias paralelas na parte de dentro do anel, proporcionando o contorno dos raios a existência de meios círculos lisos, ordenados consecutivamente na zona exterior da argola. Apenso ao corpo circular do objecto, um motivo, de composição simétrica, constituído por duas aletas ligadas a uma moldura estriada no centro e com extremidade triangular, remata inferiormente e ao centro o conjunto.

Argolas

O Museu de Arte Popular guarda, na sua colecção de ourivesaria, um par destas argolas, trabalhadas em prata dourada. Tendo dado entrada no Museu em 1948, aquando da inauguração deste, estas peças foram produzidas em Gondomar, na já citada oficina de José Lopes da Silva, como bem confirmam as marcas de ourives nelas registadas.

Destaca-se, por último, pelos ornamentos que compõem o interior do círculo, um outro tipo de argola de corpo discoidal. Ligeiras diferenças de pormenor permitem, ainda, separar quatro variantes do mesmo modelo. O mais simples, respeita exclusivamente à "caixa" circular, decorada por motivo de encanastrado rematado por filetes lisos.

Argolas

Existem umas argolas iguais, em prata dourada, no fundo de reserva do MAPL, que deram entrada em 1948. São oriundas de Gondomar, da mesma oficina de José Lopes da Silva. Um outro cunho apresenta o corpo circular exactamente igual ao anterior, diferenciando desse apenas pelo torçal que envolve o perímetro do disco.

ArgolasOs dois últimos moldes diferem do primeiro, pelas composições decorativas que rematam inferiormente e ao centro o aro: uma delas, igual à descrita na argola raiada, com duas aletas e moldura entre elas e a outra, com motivo vegetalista estilizado, polifacetado e disposto em decrescente. Existem na colecção, vários tamanhos para cada um destes modelos.

Argolas

Argola em crescente, de secção plana

O crescente acentua a grossura central e diminui sensivelmente para as extremidades correspondendo, assim, a uma das formas mais frequentes das argolas em estudo. O corpo plano ou achatado, característico de algumas, separa-as daquelas que apresentam corpo roliço, sendo tratadas, portanto, separadamente.

Rocha Peixoto viu nas arrecadas (assim por ele designadas) em crescente, ou em forma de lunula acentuada, um dos padrões de ascendência mais remota em Portugal, enraizado desde os tempos proto-históricos no Noroeste da Península.

O número de modelos das argolas com estas características é, no conjunto de cunhos, superior ao das de "caixa" circular. Os esquemas de apresentação e a distribuição dos motivos decorativos são, no entanto, idênticos: corpo da lunula liso, com decoração relevada concentrada na parte inferior, ou sobreposto por frisos compostos por elementos geométricos e pontualmente de inspiração vegetalista.

Argolas

Nas argolas mais simples, das que apresentam parte do crescente liso, a disposição dos motivos decorativos é idêntica à das de "caixa" circular, variando apenas na natureza de alguns dos elementos escolhidos para preencher o centro inferior da peça. 

Uma folha, uma flor, um ornamento vegetalista estilizado, outro concheado ou em leque, um coração ou um fruto não identificável, centralizam o objecto, dividindo-o em duas partes exactamente iguais. Nestes cunhos a decoração é sempre simétrica. Estes elementos decorativos são, na maioria dos casos, ladeados por outros que representam uma sucessão de três ou quatro meias esferas, folhas cordiformes e trifólios, ou frutos aparentados com amoras.

Argolas

Exceptuam-se apenas dois casos: o mais sóbrio, com apenas um motivo fitomórfico polifacetado  e o outro, bastante relevado, com dois frutos de feição cordiforme.

Todos estes moldes apresentam uma gavinha, que circunda cerca de metade o perímetro do aro e que parte ou do ornamento central ou da superfície inferior recortada, onde esse assenta.

O MAPL possui, no fundo de reservas, um par destas argolas produzidas em prata dourada, com motivos enrolados e folhas, fazendo centrar meia esfera e ornato vegetalista em leque saliente. Embora não tenha sido possível identificar o ourives ou oficina que as executou, as argolas apresentam uma marca com "cabeça de javali II", que se sabe ter sido usada na Contrastaria de Gondomar, entre 1900 a 1913.

Argolas

Conclui-se, portanto, que estas peças possam ser datáveis desses anos e provenientes do concelho de Gondomar.

Deste primeiro grupo, apenas uma matriz contraria o modelo referido anteriormente. De feição plana, em forma de crescente, com decoração na parte inferior, as diferenças detectam-se a dois nivéis: na curvatura central em bico (superior e inferiormente) e no motivo decorativo que a preenche, constituído por festão com uma flor de cinco pétalas, duas folhas e três meias esferas alinhadas.

ArgolasA modo de transição entre este primeiro agrupamento e o seguinte, encontram-se três modelos com decoração distinta. Um deles, apresenta parte da lunula lisa, com um cacho de uvas a centralizar a peça e ladeado por duas folhas cordiformes, sendo o anel rodeado a toda a volta do seu perímetro por um torçal igual aos encontrados nas argolas circulares.

Argolas

Argolas

Um modelo igual mas sem o friso envolvente pode ser visto nas orelhas de uma mulher poveira, fotografada no início do século.

Argolas

Noutro cunho, único na colecção, o centro do crescente liso é sobreposto por uma ave em relevo, sendo a zona exterior do círculo envolvida também por um torçal mais espesso do que o da matriz anterior. De decoração mais peculiar e também exclusivo no conjunto das argolas, um outro molde apresenta a superfície superior lisa, mas, com os bordos interior e exterior do aro recobertos por um friso gomado e o centro envolvido por uma seta.

Os moldes com decoração em toda a superfície do crescente são relativamente numerosos e apresentam, por vezes, ornamentos mais discretos. Uma linha perlada ou torcida em relevo, percorre na maioria dos casos, a parte de cima do aro, sendo interrompida em baixo por elementos variados; folhas mais ou menos estilizadas, flores de cinco ou seis pétalas, corações e motivos vegetalistas concheados ou em leque que terminam inferiormente em esfera.

ArgolasEstes elementos decorativos podem estar isolados ou acompanhados por motivos iguais ou ou diferentes, observando-se diversas combinações. Num dos cunhos, ligeiros cortes formam um friso de losangos, de grande efeito estético.

Argolas

Noutro caso, peça única na colecção, um friso em espiga cobre a superfície plana do crescente, sobrepondo-se-lhe, a meio, uma ave pousada sobre um motivo trifoliado.

ArgolasDiferindo ainda do esquema comum, uma outra matriz, também única, apresenta uma espécie de cadeia articulada, com um ponto aberto no meio de cada uma, abertura destinada à aplicação de esmalte, aquando da execução da peça. No centro, um motivo vegetalista tripartido envolve a parte inferior do crescente.

ArgolasApesar dos motivos se repetirem, alguns cunhos dispõem, no entanto, de uma maior profusão ornamental. Para além do centro, elementos de foro geométrico ou vegetalista preenchem, a meio ou a três quartos de altura, as partes laterais dos moldes. Tratam-se de espécies de "braçadeiras" nuns casos    e folhas noutras, colocadas sobre os frisos ou sobre a moldura lisa, nas situações em que o torçal rodeia o perímetro do aro.

ArgolasA arsola mais densamente decorada, com uma altura que ultrapassa os cinco centímetros, é composta por crescente quase fechado, com um motivo fitomórfico ao centro, um torçal interrompido a meia altura por uma folha e rodeada a toda a volta do perímetro por outro fio torcido.

ArgolasArgola em crescente, de secção quadrangular

Apenas um molde pode ser enquadrado neste grupo. Apesar de, em termos tipológicos, estar muito próximo dos cunhos em crescente de secção plana, julgámos ser possível separá-lo destes últimos pelos contrastes bem vincados das linhas e paredes do corpo da peça; a superfície plana da parte superior da argola conflui com as paredes exteriores e interiores do aro, mais altas que as de crescente de secção plana.

ArgolasQuando soldadas as duas partes que formam a argola, esta passa a apresentar uma estrutura quadrangular.

Um fruto não identificável, ao centro, e dois torçais (um acompanhando o perímetro o outro a superfície superior da peça) comportam toda a decoração.

Argola em crescente, de secção roliça

Escolheu-se esta designação para as argolas deste tipo, por se tratar de uma expressão abrangente e que tem em conta as características morfológicas das peças. Os nomes pelas quais são conhecidas ou tratadas, em textos antigos ou mais recentes são, contudo, diversos.

Por vezes, torna-se difícil perceber se a variedade de termos respeita a peças iguais ou tem em conta diferenças tipológicas. Rocha Peixoto referiu-se às argolas do seu tempo, de sanguessuga ou roliça, conhecidas como "africanas", estabelecendo paralelos com as arrecadas proto-históricas.

Nota-se, aliás, um certo apego por parte dos investigadores interessados nesta temática em relação à palavra sanguessuga. José Fortes utilizou-a para descrever torques, braceletes ou arrecadas que apresentassem forma em crescente de secção circular, em forma de sanguessuga e criou mesmo uma tipologia de colares em sanguessuga.

Ricardo Severo, dentro da mesma "escola", descreve os torques de argola aberta, de secção circular, em forma de sanguessuga, adelgaçando para as pontas, dando assim a conhecer de contorno total dos objectos com esta forma.

Argolas

Luis Chaves adopta a ideia da antiguidade dos modelos das argolas suas contemporâneas, incluindo nesse grupo as de sanguessuga, deforma conhecida na Idade do Bronze, usada por Gregos, Etruscos e Romanos, conhecida desde a Sicília à Moravia e ao Norte da Europa. O mesmo autor faz-nos a descrição de três tipos distintos de argolas de corpo cilíndrico: as arrecadas ou simples brincos semi-circulares, em forma de crescente, de pontas erguidas, ou finíssimas, delicadamente chamadas "de pensamento", de lâmina canulada a engrossar para o centro, como sanguessuga "africanas", ou anelada - "arrecada de bicha" -, poderemos trazê-las da simplificação temática da grande arrecada arcaica.

Como já se referiu, as "de pensamento" e as "de bicha" eram conhecidas de longa data, tendo entrado lentamente em desuso logo a partir da segunda metade do século XIX, pelo menos nalgumas regiões do país. Os termos "sanguessuga" ou "africanas" são ainda hoje usados em argolas de corpo liso.

Argolas

É possível encontrar, nos objectos em estudo, um número relativamente abundante de moldes que obedecem a esta forma. Os motivos decorativos e a sua distribuição nas peças são, no entanto, idênticos aos existentes nos cunhos até agora analisados.
O modelo mais simples, apresenta o corpo do crescente totalmente liso, sendo aquele que mais se aproxima das descrições em "sanguessuga" ou "africanas" relatadas pelos nossos historiadores e ainda em voga na actualidade.

Argolas

O Museu de Arte Popular, possui quatro pares de argolas deste tipo, em prata dourada, todas provenientes da mesma oficina de Gondomar; a de José Lopes da Silva existente já no último quartel do século XIX.

Todas elas são ocas, tendo sido moldadas em chapa de prata numa matriz e soldadas nos respectivos bordos de junção. Uma delas esteve exposta na secção de Etnografia da "Exposição do Mundo Português de 1940, tendo todas elas dado entrada no Museu em 1948, aquando da sua inauguração.

Deveria tratar-se de um modelo muito em voga e
muito procurado. Muito próximo deste, um outro molde, também liso e em círculo completamente fechado apresenta, inferiormente e no interior da argola, uma composição decorativa em arco polilobado invertido que contraria a rígida sobriedade do modelo anterior.

ArgolasBastante característica dos cunhos em estudo é a argola roliça, lisa, decorada com linhas paralelas em relevo, de número variável, espécie de "braçadeiras" colocadas no centro inferior e nos lados do aro.

Argolas

Argolas

A semelhança com algumas argolas encontradas em Villaricos (Almeria - Espanha) e datáveis de finais do século V e IV a. C. ou, no caso português, com um exemplo existente no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, impossível de situar cronologicamente, não deixa de ser clara e curiosa. Apesar de nestes, o fio (variavelmente espesso) ser separado e enrolado na argola, abrangendo uma parte mais ou menos extensa dos lados da peça e, nos cunhos, as linhas fazerem parte da matriz, o efeito estético é muito semelhante, aproximando nitidamente as peças.

ArgolasComo motivo de adorno, as linhas paralelas são também muito comuns em torques e braceletes da ourivesaria proto-histórica, relevadas ou gravadas, como se observa na Xórca de ouro de Évora, no torque de Baião ou no bracelete da Costa.

Vergílio Correia descreveu-as, em jeito delicado, como faixas de linhas paralelas abraçando os toros - riscados no metal com segurança e gosto.
O MAPL possui, também, um par de argolas deste modelo, estampadas de ambas as faces por três séries caneluras relevadas, provenientes da já referida oficina de José Lopes da Silva de Gondomar.

Argolas

Nos casos mais densamente decorados, mantêm-se as linhas paralelas em número de três, nos lados, nomeadamente a meio, um quarto ou três quartos de altura. A zona inferior do crescente ou todo o perímetro da argola são preenchidos por perlados, torçais ou gavinhas alongadas, cestas com ramos, flores estilizadas ou, e apenas num cunho, uma ave pousada sobre um motivo vegetalista.

Os restantes exemplares aproximam-se, quanto à decoração e respectiva distribuição pela peça, com os cunhos em crescente, de secção plana. O centro inferior é ocupado por ornamentos variados como esferas, palmetas, folhas e flores com contornos diversos, bolotas, frutos bolbosos, globo terrestre encimado por cruz grega, ou ave colocada sobre motivo vegetalista de limbo recortado.

Argolas

Ladeando estes motivos, composições de origem geométrica ou vegetal, destacam-se na parte superior do anel: linhas dentadas, torçais, perlados, friso gomado ou em losangos para as primeiras, friso em espiga e coroas de louro, para as segundas. Um destes cunhos apresenta uma grinalda de desenho muito fino e delicado, onde se encadeiam folhas, motivos enrolados e esferas de reduzidas dimensões.

Argolas

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ArgolasArgola em crescente atestado

A expressão crescente arestado, aparece nos Inventários de Ourivesaria do Museu de Arte Popular, na descrição de dois pares de argolas que pertencem à colecção desse Museu. Foram ambas manufacturadas na oficina de José Lopes da Silva, de Gondomar, tendo feito parte da secção de Etnografia da Exposição do Mundo Português de 1940.

Os dois exemplares possuem o corpo do crescente liso, diferindo assim das três matrizes que fazem parte da oficina, que apresentam motivos lavrados na superfície.De tamanhos distintos, a tríade existente na colecção compõe-se de elementos decorativos simples, constituídos por flores com várias pétalas ao centro e torçais colocados sobre a aresta.

Argolas

Adornos de orelhas com estas características, lisos ou decorados com "braçadeiras", podem ser encontrados na Península Ibérica desde os tempos proto-históricos. As argolas encontradas em Sanlúcar de Barrameda (Cadiz), as de Évora, hoje no Museo Arqueológico Provincial de Sevilha, ou as de Villaricos, no Museo Arqueológico Nacional (Espanha), são disso exemplo.

Argolas

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Gérard Nicolini considera-as de origem fenício-púnica.

Fonte: SOUSA, Ana-Uma Técnica Milenar numa Oficina de Gondomar, in Ourivesaria Estampada e Lavrada. vol.I,Porto,1997, pp. 75-89.

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